Marcando o encerramento da programação do Clube de Leitura este ano, o espaço foi aberto para o que se denominou “Biblioteca humana”, em que uma pessoa é convidada a relatar momentos da sua trajetória de vida, como se fosse um “livro aberto”. Para iniciar a experiência, foi convidado o conselheiro Gilberto Jales, idealizador do projeto.
“Cada um de nós carrega histórias. Em princípio, precisamos resgatar nossa origem, raiz e identidade”, enfatizou o conselheiro, relembrando a infância no interior e sua trajetória, as dificuldades que passou e foram significativas na sua formação, inclusive sua relação com a literatura de cordel, a poesia popular, que aprendeu a apreciar vendo cantadores nas feiras populares e outros espaços em que via pessoas da comunidade expressando versos com talento e criatividade.
Iniciativa da Biblioteca Ministro Tavares de Lyra em parceria com a Escola de Contas Professor Severino Lopes de Oliveira, a Corregedoria e a Comissão de Ética, o Clube da Leitura é um espaço de convivência, reflexão e formação humanística aberto para servidores e colaboradores do Tribunal de Contas, propondo a discussão de obras que dialogam com desafios contemporâneos, como diversidade étnica, questões de gênero e capacitismo.
Na abertura da apresentação, o diretor da Escola de Contas, Walter Fonseca, comparou o espaço da biblioteca como um templo, um centro irradiador da leitura, destacando a relevância de iniciativas como a do clube de leitura.
Este ano, relatou a bibliotecária do TCE, Michelle Rodrigues, foram realizados três encontros, inovando agora com abertura do espaço para o relato de experiências pessoais. “O projeto está sendo bem avaliado, inclusive foi indicado como uma das cinco iniciativas mais criativas e inovadoras da escola de contas”, relatou.
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